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As uvas estão verdesConta uma conhecida fábula que havia uma raposa muito faminta em busca de algo para saciar a sua fome quando deparou-se com uma parreira e ao avistar um suculento cacho de uvas bem no alto, saltou até se cansar por diversas vezes até quase perder o fôlego. Sentindo seu estômago roncar, fez uma última tentativa mas mais uma vez, fracassou. Então, ela disse para si mesma: “as uvas estão verdes” e afastou-se. Moral da história: ¨aqueles que são incapazes de atingir sua própria meta tendem a depreciá-la, para diminuir o peso de seu insucesso¨ ou ¨é fácil desprezar aquilo que não se pode alcançar¨.

Tipos de crenças
Essa fábula trata das crenças às quais as pessoas acabam se apegando, utilizando-as como desculpas para não atingir o sucesso, muitas vezes impedindo-as até mesmo de tentar.
As crenças são as nossas convicções, as coisas nas quais acreditamos. Todos possuímos crenças, podem ser de ordem religiosa, política, de vida, etc. Existem as crenças inocentes, aquelas que não influenciam a forma como agimos ou pensamos. Crenças do tipo: ¨comer manga e tomar leite faz mal¨, ¨quem brinca com fogo, faz xixi na cama¨. Entretanto, a crença se torna uma questão a ser trabalhada quando constitui um empecilho, um obstáculo, uma barreira que impede a pessoa de fazer alguma coisa e no mais das vezes impedindo-a de progredir. Nesse caso, tem-se as crenças limitantes. Exemplos de crenças limitantes: o dinheiro não traz felicidade, nunca falarei bem em público, não tenho tino comercial, é difícil lidar com pessoas, as pessoas não são confiáveis, nunca consigo terminar o que começo, etc.

Origem das crenças
As crenças podem ter sido incorporadas às nossas porque alguém do nosso convívio a possuía e sempre a verbalizava. Pode ser a crença dos pais, dos amigos, dos colegas de trabalho. Também podem advir as crenças de experiências passadas (próprias ou de outras pessoas). Assim, se uma pessoa falou mal em publico uma ou duas vezes, pode construir uma crença de que “nunca” falará bem em publico.
Quando uma pessoa tem muitas experiências negativas, de insucesso, em determinada atividade, acaba estabelecendo uma crença limitante. E quanto mais, pior. Por isso a importância de jogar o jogo que você tem mais chances de vencer, ainda que tenha que mudar as regras.

Superando as crenças
As crenças limitantes precisam ser desconstituídas, desafiadas.
Isso não quer dizer que a crença deixará de existir imediatamente, ainda mais crenças arraigadas por muito tempo, às vezes até desde a infância. Permita-se pensar ¨fora da caixa¨, considerar novas possibilidades e o mais importante, deixar de considerar a crença como uma verdade absoluta! Procedendo dessa forma, com certeza conseguirá abrir muitas portas e janelas em sua vida. Se assim tivesse agido, quem sabe a raposa tivesse conseguido uma escada para pegar as uvas.
As uvas estão verdes 2LÍCIA ONODERA é advogada, consultora e Master Coach da Schumann Consulting em São Paulo. Atuou em empresas de consultoria, órgãos públicos e escritórios de advocacia. Possui formação em PNL (programação neurolinguística) e coaching pela ICI (International Association of Coaching Institute) e SLAC (Sociedade Latino Americana de Coaching).