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Recepcionando as mudanças Einstein já disse com propriedade que caracteriza insanidade uma pessoa lograr resultados diferentes através da prática dos mesmos atos.

Creio que seja ponto pacífico a noção de que qualquer mudança pressupõe a saída da zona de conforto. E como o próprio nome já diz, existe um conforto, uma acomodação em permanecer na mesma situação.  A acomodação está intrinsecamente relacionada ao hábito e nos habituamos até mesmo a situações desagradáveis que não nos proporcionam qualquer ganho ou até mesmo nos fazem sofrer.

Todos os hábitos demandam um grande número de repetições para assim se tornarem. Não se muda um hábito do dia para a noite.

Um exercício que costuma ajudar é fazer uma comparação da mudança desejada com qualquer realização em sua vida que um dia considerou como desafio. No meu caso, por exemplo, foi começar a dirigir.  No começo, me sentia bastante incomodada com qualquer crítica recebida e estudava o caminho  até o meu destino várias vezes antes de sair de casa.

Ainda assim, me perdi algumas vezes e experimentei um sentimento bastante desagradável. Com a prática reiterada, passei a ter mais autoconfiança e a cometer menos ¨barberagens¨ mas isso não quer dizer que nunca mais o faça mas o desconforto foi aos poucos sendo substituído por uma sensação de tranquilidade.  Assim, todas as vezes em que tenho que sair de minha zona de conforto, sempre trago à tona aquela conquista que foi começar a dirigir. Lembro-me da dificuldade do início e sua superação. Esse exercício é bastante poderoso e nos ajuda a enxergar o desafio como algo tangível, realizável. Se consegui uma vez (ou mais vezes), posso conseguir novamente.

Tornar consciente a necessidade da mudança é o primeiro passo para que ela se concretize. E assim que o primeiro passo for dado, não há retorno. Você pode até desistir no meio do trajeto mas não voltará a ser exatamente como era antes, exatamente por causa dessa consciência.

O período de transição é um momento bastante delicado, pois não somos mais os mesmos de antes e ainda não nos tornamos quem queremos ser ou não obtivemos o que queremos ainda. Por isso, torna-se tão importante possuir clareza sobre o objetivo dessa transição. Que tipo de benefícios essa mudança poderá trazer? Quem passarei a ser quando a mudança se concretizar?

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Voltando ao meu exemplo, estava claro para mim que dirigir iria me libertar, pois várias vezes acabava limitando os meus planos considerando que eu teria de me locomover com transporte público ou depender de carona. As minhas escolhas, como consultas médicas, cursos, encontros com amigos, enfim, todos os meus compromissos eram planejados com base nessa minha incapacidade de dirigir.

Por vezes até possuímos motivação para mudar mas não nos permitimos. Acreditamos que não merecemos, que não iremos conseguir.  Portanto, cuidado com suas crenças, se você possuir alguma crença negativa em relação ao seu objetivo ou mesmo em relação à sua própria capacidade, pode colocar tudo a perder.

Nesse ponto, vale citar o pensamento de Henry Ford: ¨Se você acha que consegue ou que não consegue. Você está certo.¨

Com efeito, criamos realidades através de nossos pensamentos. Se os nossos valores motivam as nossas ações, as nossas crenças lhes dão permissão.

Para iniciar a preparação para a mudança, momento em que você precisará de muita energia, sugiro:

1) Eliminar tudo aquilo que drena a sua energia. Ex: organizar seu ambiente de trabalho, resolver algum problema de relacionamento com alguém, fazer uma limpeza em seu quarto, etc;

2) Seja flexível (talvez você precise rever o seu planejamento e adaptá-lo aos acontecimentos);

3) Seja persistente (lembre-se que o novo hábito é formado pela repetição de ações) e mantenha uma postura positiva diante das adversidades;

4) Tenha clareza sobre os resultados que deseja alcançar e acredite que você é capaz.